Marcelo Barreto, Bacharel em Direito
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Marcelo Barreto

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Murilo Lemes, Advogado
Murilo Lemes
Comentário · há 2 anos
Caro Marcelo,
Como advogado atuante tenho uma visão diferente da sua.
Primeiro é importante mencionar que os grandes escritórios não são culpados pelo tipo de serviço prestado pelo advogado de apoio.
Aliás, vale destacar que existem diferentes tipos de escritórios de grande porte, alguns trabalham com advocacia contenciosa massificada, e daí surge a necessidade de advogados exclusivos para realização de audiência, enquanto outros optam por serviços consultivos que não geram demanda (processo) e o baixo volume de processo faz com que o corpo de advogados internos deem conta das audiências.
Outras situação que não podemos deixar de destacar é que alguns contratos obrigam que as audiências sejam realizadas por advogados dos escritórios contratados. Não atoa, pois nossa profissão é pautada pela pessoalidade e confiança construída entre cliente e advogado.
Bom, mas vamos lá.
Como eu dizia, a demanda pela advocacia de apoio existe graças ao volume bestial de ações, em sua maioria trabalhistas e consumeristas, que abarrotam o judiciário.
Ou seja, a culpa não é do escritório grande, médio ou pequeno (que também utiliza desse tipo de serviço), a culpa pela existência da advocacia de apoio existir da maneira que existe é dos próprios advogados que encontram uma tese para ganhar dinheiro e replicam milhares de vezes, criando demanda massificada.
Em sua grande maioria se tratam de casos de baixa complexidade, famoso "copia e cola", que nós advogados de antemão já sabemos como será o desfecho, por isso, tomamos o cuidado de orientar os advogados de apoio.
Ao traçar uma estratégia processual, trabalho árduo, levamos em consideração diversos fatores, diferente não é com a audiência. Entendo ser inegável que alguém que o profissional que conheça as minúcias do processo seja a melhor pessoa para orientar o profissional que fará apenas a audiência.
A realidade é que liberdade de atuação existe apenas para quem atua diretamente no processo.
Se você acha que passar 5 anos estudando para ter o direito de colocar um terno e ser papagaio de repetição ganhando esmola você está com uma visão deturpada do que é a verdadeira advocacia. Isso é derrota antes da batalha!
Não sei que período da faculdade você está, mas lendo seu texto só posso te aconselho a rever suas prioridades e repensar a opção pela profissão.
Se você pretende ser advogado de apoio, ou ter "carreira" de audiencista, deve saber exatamente o que te aguarda. Nesse caso, você nunca terá liberdade de atuação, você sempre deverá seguir orientação do contratante. Odeie o jogo, não o jogador!
Ao contrário, se optar por ser advogado militante, atuante, independente da área, aí saberá exatamente o que é ter liberdade, mas saiba que a liberdade vem com muitos desafios, responsabilidades, cobranças e estudo constante.
Uma coisa posso garantir, a partir do momento que você conseguir enxergar além dessa visão limitada, entenderá a grandiosidade e importância da profissão, o poder de nossas decisões e orientações, aí você entenderá que a advocacia é muito mais do que depender de processos massificados para ficar o dia todo no fórum aguardando pela próxima audiência enquanto lá fora existe [literalmente] um mundo de oportunidades.

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